Você concorda que a sua arte também é um produto? Acha polêmico definir assim?
Arte também é um produto comercial e isso não tem nada a ver com se vender. Se você encara a sua arte como profissão e não como um hobbie, essa ideia não deveria ser polêmica pra você. Música, dança, a arte em geral pode sim ser definida como inspiração, como experiência espiritual, como expressão acima de tudo, mas também é um negócio, que envolve o trabalho de outras pessoas e envolve investimento.
A grande virada no jogo é quando o artista compreende que ele é empreendedor de si mesmo, e sabendo disso toma decisões com sabedoria, pensando a curto, médio e longo prazo no planejamento de carreira. Como empreendedor de si, o artista precisa se organizar financeiramente e buscar formas de gerar renda e estabilidade através da sua arte.
Uma ótima dica para artistas independentes é ampliar a atividade artística principal em vários formatos. Por exemplo: Um MC pode lançar músicas e fazer shows. Porém existe um leque de possibilidades para o MC além disso, como elaborar uma oficina, licenciar as músicas para diversos tipos de uso, criar produtos/ acessórios inspirados nas músicas, compor para outros artistas, e assim vai. Isso se aplica para as outras linguagens também: o artista não precisa se limitar a uma coisa só, e pode criar vários produtos e serviços dentro da sua atividade artística.
Dessa forma o artista amplia a sua fonte de renda, e não se limita a uma única atividade para receber cachê.
No contexto da pandemia percebemos como a versatilidade e criatividade é importante, pois o mercado cultural está sempre mudando, passando por fases positivas e negativas. Como empreendedor é importante o artista estar preparado para diferentes cenários.
1 comentário
sdjksdjksjdkdk